O toque pode muitas vezes imprimir uma nova dimensão do Eu, extensível à alma.
Assim aconteceu, naquela tarde chuvosa de Maio.
Desprotegido e abrigando-se na minha mão, um passarinho bebé, já com penugem... De si brotavam "Piu", "Piu", num chamamento à mãe, associado à fome. Ainda não podia ser alimentado por humanos.
Se de uma semana associada à sensibilidade se tratou, este fim marcou em mim a reflexão do contraste vida/morte.
Porém, acreditem: de muito vale a pena ter um pássaro na mão, o qual em nós procura abrigo e aconchego. Paulo, Seia - 9 de Maio de 2008